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Exitosa Conferência Internacional do Projeto Equity LA II com grande presença internacional

2019-07-19

Mais de 150 assistentes, sanitaristas, autoridades de saúde, profissionais dos serviços de saúde, acadêmicos/as e pesquisadores/as de 11 países da América Latina e Europa assistiram à divulgação de resultados do Projeto Equity LA II, pesquisa de seis anos de duração. As equipes compartilharam os resultados na conferência que se realizou na Casa Central da Universidade do Chile, nos dias 26 e 27 de junho, organizada pela Escola de Saúde Pública, Dr. Salvador Allende Gossens.

Uma grande conclusão compartilhada do estudo é a de que as contribuições desse projeto são de utilidade em escala global, dada a escassa produção de conhecimento na região sobre um problema relevante para todos os sistemas de saúde como é a fragmentação. O Projeto: “Impacto de estratégias de integração da atenção no desempenho das redes de serviços de saúde em diferentes sistemas de saúde da América Latina” (Equity-LA II), financiado pelo Sétimo Programa Marco da UE,  estudou por seis anos, com uma equipe de pesquisa internacional constituída pela UE (Espanha e Bélgica) e América Latina (Argentina, Brasil, Colômbia, Chile, México e Uruguai), formas de superar a fragmentação e a escassa coordenação e integração clínica dos serviços públicos de saúde. Diversas intervenções foram desenhadas e implementadas em conjunto com equipes dos distintos níveis de atenção em redes públicas dos seis países latinoamericanos participantes por meio de uma metodologia de Pesquisa ação participativa (IAP).

Além de contar com palestrantes internacionais, a maior parte do seminário focou na apresentação dos resultados mais importantes do projeto Equity-LA II. Por um lado,  o desenho e implementação de intervenções para a melhoria da integração da atenção mediante processos de pesquisa ação participativa e por outro, o resultado destas intervenções sobre a coordenação entre níveis, efetividade, sustentabilidade e aplicabilidade em outros contextos.

Na mesa redonda sobre as lições aprendidas e recomendações de políticas para a implementação de estratégias de integração da atenção, participaram integrantes do projeto, um representante da OPAS e das autoridades de saúde (Secretários de Saúde, Ministério da Saúde) de todos os países participantes.

Os resultados foram apresentados pelos pesquisadores de cada país e comentados por profissionais das redes de serviços de saúde dos diversos países, em um ambiente de reflexão que permitiu compartilhar experiências, analisá-las e debatê-las com o público dos países participantes do estudo e também de outros países da Região, como Paraguai e Peru. 

A abertura esteve a cargo dos representantes da Comissão Europeia, Uli Wienrich; da OPAS/OMS no Chile, Mario Cruz Peñate; do Chefe da DIGERA do Ministério da Saúde, Héctor Fuenzalida, do Diretor do Consórcio de Saúde e Social da Catalunha, José Augusto García Navarro e da Diretora geral do projeto, María Luisa Vázquez. Enquanto que o encerramento esteve a cargo da Diretora da Escola de Saúde Pública, Dra. Verónica Iglesias e do Reitor da Universidade do Chile, Ennio Vivaldi.

Sobre os resultados do estudo

A Diretora Geral do Projeto, Dra. María Luisa Vázquez, do Consórcio de Saúde e Social da Catalunha, destacou dos resultados como é que “contextos diferentes apresentam problemas semelhantes, embora com fatores que os agudizam ou os tornam mais difíceis de abordar. Entretanto, em todos estes contextos se pode encontrar soluções que entusiasmem os profissionais para identificar e adotar elementos de melhora”. Acrescentou que se demonstrou também a relevância de desenvolver estratégias de baixo para cima “bottom up”, porém sempre com o apoio dos gestores e gerentes das instituições que são os que fazem o possível para que estas intervenções aconteçam. 

Por sua parte, a Dra. Pamela Eguiguren, Subdiretora da Escola de Saúde Pública e Pesquisadora Principal do Projeto Equity LA no Chile assinalou que a pesquisa proporciona antecedentes relevantes, com mensurações qualitativas e quantitativas sobre a coordenação e continuidade assistencial em sistemas de saúde públicos da região, em um contexto no qual se outorgue prioridade política para a integração dos serviços de saúde.

“Como exemplo de resultados podemos mencionar que se analisou como um problema comum em todos os países e seus sistemas de saúde, a falta de vínculo  e comunicação entre os profissionais dos distintos níveis, o que implica em desacordos clínicos e atuam em detrimento da atenção ao paciente, sendo produto da fragmentação estrutural que enfrentamos. No entanto, foi possível observar, com a contribuição da metodología de pesquisa ação participativa, que é uma problemática abordável mediante trabalho conjunto, relações democráticas e horizontais entre as equipes de diferentes níveis, que permitem dialogar para articular os recursos com o usuário no âmbito da gestão assistencial”.  Acrescenta que o estudo apresenta elementos que devem ser considerados pelos forumladores de política, de modo que as propostas de reforma dos sistemas não ameacem em aprofundar a fragmentação ou a perda de territorialidade da rede, mas que invistam recursos para fortalecer a integração das redes públicas que são as que possuem a capacidade de prestar uma atenção contínua nos territórios.

A Dra. Vázquez também destacou a oportunidade oferecida pelo estudo e o financimento da CE, mediante seu programa marco de pesquisa (FP7) e instrumento específico (SICA), de “desenvolver uma colaboração internacional que nos permitiu aprender entre todos os contextos diferentes, establecer o que temos chamado de uma “comunidade de prática e pesquisa” e onde se reúnem pesquisadores e acadêmicos das distintas instituições bem como os representantes e profissionais das redes de serviços de saúde que são aqueles que se encontram nas trincheiras, dando respostas às necessisdades de saúde da população”. 

Por último, ambas as acadêmicas coincidem sobre o enorme aporte da metodologia IAP que tem contribuído por um lado, para o desenvolvimento e implementação das intervenções, mas por outro e muito importante, para introduzir uma forma de fazer diferente nos serviços de saúde e também para a sustentabilidade futura das intervenções desenvolvidas durante o projeto de pesquisa.

 
 
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